Ontem a noite o Francisco abriu a caixa do aspirador de pó e dentre tantas coisas lá dentro acabou se interessando por uma haste do mesmo. Retirou da caixa e ficou brincando com ela. A haste é mais ou menos da grossura de um cabo de vassoura e o comprimento é na ordem de uns 40cm. Depois de bricar um pouco, percebi que aquilo poderia ser perigoso e retirei de sua mão, sob protestos do Gordoso.
A haste que encontrava-se em minha mão, num lance rápido (até para o bebê não perceber) acabou escondida embaixo do sofá, sobre o qual o Francisco brincava. Ele não percebeu onde escondi a haste. Logo em seguida cocei meu ouvido com um dos dedos da mão. Ato contínuo, da forma mais gostosa possível, o resmunguento se esticou todo para querer procurar a haste dentro do meu ouvido.
Obviamente que não o fiz de bobo, apesar de que tanta ingenuidade me apaixona pela pureza, e mostrei onde houvera escondido a haste para mais tarde retirar dele sem traumas e complicações.
Naquele momento senti toda a enorme (e gratificante) responsabilidade que tinha sobre um ser humano ainda tão indefeso para tantas coisas e já tão preparado para outras a ponto de imaginar que eu houvera, de fato, escondido a haste em meu ouvido. Dei um beijo terno e gostoso nele.

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